O Dia Internacional da Mulher foi sendo construindo durante muitas outras lutas

Nesse dia tão especial, o Esquina do Pensamento gostaria de relembrar um pouco a história da luta que as mulheres de todo o mundo vêm levando em prol de uma realidade mais humanitária e justa. Apesar do imaginário comum atribuir esse dia a partir do incêndio na fábrica têxtil ocorrido em Nova York, onde 130 mulheres morreram carbonizadas em 25 de março de 1911, o Dia Internacional da Mulher foi sendo construindo durante muitas outras lutas.



No século XIX, várias manifestações já haviam eclodido de organizações feministas e movimentos operários em todo o mundo. Em maio de 1908, ocorre nos EUA a 1ª comemoração da luta das mulheres contando com a presença de mais de 1.500 participantes.


Em fevereiro de 1909, o Partido Socialista dos EUA promove esse mesmo evento com a participação de mais de 3.000 mulheres e, em novembro desse ano, ocorre uma greve organizada pelas mulheres onde 500 fábricas foram fechadas.


Já em 1910, ocorre a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, na Dinamarca, onde mais de 17 países se posicionaram a favor do sufrágio universal. Em março de 1917, 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II e as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra. Esse evento, conhecido como “Pão e Paz”, consagrou o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher, embora tenha sido oficializada formalmente apenas em 1921.


Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo e em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. Em pleno século XXI, as mulheres ainda ganham salários menores dos que os homens, ainda sofrem abusos físicos e psicológicos, ainda mantêm jornadas duplas ou triplas de trabalho e ainda sofrem inúmeros preconceitos.


Mais do que uma data comemorativa, esse dia nos leva a pensar não somente sobre a luta que as mulheres vêm construindo ao longo da sua história, mas também, sobre qual o papel que nós, homens, estamos construindo para o nosso futuro. Nesses tempos líquidos, o que é ser homem nos dias de hoje? Mas esse é um papo para um outro Esquina do Pensamento.


Um grande abraço!


Autor: Leonardo Humberto Soares

​Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília; Especialista em Educação a Distância, Gestão Empresarial e Desenvolvimento de Software Livre. Graduado em História e com experiência profissional em análise de sistemas. Professor no Ensino Superior há mais de 15 anos; Professor da cadeira de TI da pós-graduação lato sensu em Gestão Empresarial (UniCEUB). Membro participante do Grupo de Pesquisa “Cartografias dos Territórios de Aprendizagem”, financiado pelo CNPQ; Membro fundador do projeto “Esquina do Pensamento” e do "Projeto Colaborar". Assessor Pleno da frente de gestão da União Marista do Brasil. Autor de artigos e publicações sobre educação.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5255478428345110


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